Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas

CdE e SIMCI lançam boletim sobre monitoramento de preços de drogas ilícitas

O Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE), em parceria com o Sistema Integrado de Monitoramento de Cultivos Ilícitos (SIMCI), projeto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) na Colômbia, lançou, neste mês, um boletim temático sobre o monitoramento de preços de drogas ilícitas.  

O objetivo do boletim é introduzir a questão sob uma perspectiva técnica, por meio de experiências internacionais documentadas e, principalmente, tendo como referência as lições aprendidas na Colômbia, no âmbito da cooperação com o SIMCI.  

A publicação é parte do Projeto Piloto de Monitoramento do Mercado de Drogas Ilícitas, que será implementado em Mato Grosso, Paraná, Pernambuco e São Paulo. Durante o projeto, serão realizados workshops com representantes desses Estados para sensibilizar sobre a importância da temática e orientar sobre a coleta, consolidação e validação de dados nas regiões.  

Os mercados de drogas ilícitas são uma ameaça ao desenvolvimento do território, e o monitoramento do comportamento dos preços, dos agentes produtores e dos contextos desses mercados é uma estratégia que contribui para a atuação dos formuladores de políticas públicas. 

Sobre o CdE 

O CdE é fruto de uma parceria inovadora entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENAD/MJSP), o UNODC e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil. A proposta do CdE é contribuir com informações qualificadas sobre a oferta de drogas no país por meio do compartilhamento de evidências científicas sobre os mercados de ilícitos. 

Sobre o SIMCI 

O SIMCI é um projeto de caráter tecnológico que, além de monitorar o cultivo de ilícitos há duas décadas, promove estudos em áreas relacionadas, tendo desenvolvido uma metodologia para estimar o preço de drogas ilícitas em diferentes regiões da Colômbia.  

Desde 1999, por meio do uso de satélites e verificação de campo, o projeto calcula a extensão das áreas de cultivo ilícito de coca e o potencial de produção de cloridrato de cocaína no país, construindo séries históricas que subsidiam relatórios anuais sobre o tema. 

Além disso, o SIMCI promove estudos temáticos sobre o cultivo de maconha e papoula, sobre as substâncias químicas empregadas na produção de drogas e sobre a extração ilícita de minerais. O modelo de pesquisa do projeto, com enfoque geográfico, se sustenta na construção de informação primária, no trabalho de campo e no desenho de indicadores para a obtenção de dados. 

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