CdE realiza seminário internacional sobre os efeitos da covid-19 no tráfico de drogas

CdE realiza seminário internacional sobre os efeitos da pandemia da covid-19 no tráfico de drogas

O Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE) realizará, em 7 e 8 de dezembro, o Seminário Internacional sobre a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas. Com convidados nacionais e de diversos países, o evento promoverá o debate acerca dos efeitos da pandemia da covid-19 no mercado de drogas ilícitas no Brasil e no mundo.

Durante dois dias, serão apresentados temas como a adaptação do crime organizado e a atuação das forças policiais na pandemia, com base no estudo estratégico “Covid-19 e tráfico de drogas no Brasil”, desenvolvido pelo CdE em parceria com o Departamento de Pesquisas e Análise de Tendências do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime em Viena (RAB/UNODC) e com a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI/MJSP). Além disso, serão debatidas as tendências e desdobramentos da pandemia no tráfico de drogas, bem como as ameaças das Novas Substâncias Psicoativas (NSP) no Brasil e no mundo.

O seminário, que ocorrerá em formato híbrido no MJSP em Brasília e com transmissão online, contará com palestrantes como o diretor do Centro Conjunto de Pesquisas sobre Crime Transnacional da Itália (Transcrime), Ernesto Savona; a chefe do Setor de Atuação sobre Novas Drogas do Observatório Europeu da
Droga e da Toxicodependência (EMCDDA), Ana Gallegos; o diretor executivo do Centro de Pesquisa e Educação em Ciência Forense dos Estados Unidos, Barry Logan; e o chefe da Seção Científica e de Laboratório do UNODC em Viena, Justice Tettey.

Sobre o CdE

O projeto piloto do CdE é fruto de uma parceria inovadora entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SENAD/MJSP), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A proposta do CdE é contribuir com informações qualificadas sobre a oferta de drogas no país por meio do compartilhamento de evidências científicas sobre os mercados de ilícitos.

Sessões temáticas

O evento será dividido em três sessões temáticas:

  • Sessão de abertura Efeitos da pandemia no mercado ilícito de drogas no Brasil — o CdE apresentará o estudo estratégico “Covid-19 e tráfico de drogas no Brasil: a adaptação do crime organizado e a atuação das forças policiais na pandemia”, que mostra as mudanças no padrão do tráfico de drogas no Paraná, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul durante a pandemia. O estudo foi desenvolvido em parceria com o RAB/UNODC e com a SEOPI/MJSP. Após a apresentação do CdE, pesquisadores do RAB/UNODC falarão sobre os aspectos globais do impacto da pandemia da covid-19 no tráfico de drogas, enquanto representantes do MJSP apresentarão uma visão institucional do estudo, envolvendo os possíveis efeitos da implantação do programa VIGIA nas áreas de fronteira.
  • Segunda sessão Tráfico de drogas ilícitas e crime organizado transnacional: tendências e desdobramentos da pandemia da covid-19 — apresentará aspectos que foram abordados no estudo desenvolvido pelo CdE e que podem ser expandidos em pesquisas de outros países, alinhando as principais tendências e desdobramentos no que se refere ao enfrentamento ao tráfico de drogas ilícitas e ao crime organizado durante a pandemia da covid-19. Serão abordados tópicos como a resiliência das organizações criminosas durante a pandemia, os fluxos financeiros ilícitos e a descapitalização das organizações criminosas.
  • Terceira sessão Tendências e ameaças das Novas Substâncias Psicoativas no Brasil e no mundo — estratégias e desafios: reunirá as experiências, pesquisas e análises de dados sobre os Sistemas de Alerta Rápido (SAR) e as ameaças das Novas Substâncias Psicoativas, com o objetivo de construir novas redes de conhecimento sobre a temática. Serão abordados assuntos como uma visão global do impacto da pandemia da covid-19 na questão das drogas sintéticas e NPS, a atuação dos SAR no cenário de pandemia e a atuação preventiva para estabilizar o crescimento das NPS, com lições aprendidas de países onde o modelo de monitoramento já foi adotado.

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